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Elias Bielaski
Jornalista e especialista em Gestão de Condomínios
Tempo estimado de leitura:

Como planejar obras e reformas no condomínio sem comprometer as finanças?

Obras em condomínios fazem parte da conservação e valorização dos imóveis, mas também estão entre as decisões que mais exigem planejamento dos síndicos e administradoras. Pintura de fachada, impermeabilização, modernização de elevadores, reformas das áreas comuns e melhorias de segurança podem representar investimentos elevados.

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O desafio é encontrar um equilíbrio entre realizar as melhorias necessárias e preservar a saúde financeira do condomínio.

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Afinal, simplesmente adiar uma manutenção pode transformar um problema relativamente simples em uma obra muito mais cara no futuro.

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Por isso, planejamento financeiro, acompanhamento das despesas e definição de prioridades são essenciais antes de iniciar qualquer projeto.

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Como planejar obras no condomínio e garantir a segurança financeira?

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As prioridades do condomínio

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Nem toda reforma possui o mesmo nível de urgência. Antes de elaborar o orçamento, o condomínio deve identificar quais intervenções são realmente necessárias e quais podem ser programadas para os próximos meses ou anos.

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Problemas estruturais, infiltrações, instalações elétricas comprometidas e situações que envolvem segurança normalmente precisam receber atenção prioritária.

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Já mudanças predominantemente estéticas podem ser incluídas em um planejamento de médio ou longo prazo.

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Criar um cronograma ajuda a distribuir os investimentos e evita que várias despesas significativas apareçam simultaneamente.

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Faça mais de um orçamento

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Depois de determinar o que será feito, é importante consultar diferentes fornecedores.

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A comparação não deve considerar apenas o menor preço. Experiência da empresa, materiais utilizados, prazo de execução, garantias oferecidas e referências de trabalhos anteriores também devem fazer parte da análise.

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Um orçamento detalhado ainda reduz a possibilidade de despesas inesperadas durante a execução.

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O ideal é que estejam discriminados os serviços, materiais, mão de obra, etapas da obra e condições de pagamento.

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Analise as contas antes de aprovar uma reforma

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A gestão financeira precisa estar no centro da decisão.

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Antes de assumir um novo compromisso, síndicos e administradoras devem conhecer o saldo disponível, despesas recorrentes, previsão de arrecadação, índice de inadimplência e demais compromissos já assumidos pelo condomínio.

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Nesse sentido, centralizar as informações facilita bastante o planejamento.

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A uCondo, por exemplo, reúne recursos de gestão financeira, operacional e comunicação em uma única plataforma. O sistema permite administrar cobranças, boletos, prestação de contas, relatórios e outras atividades da rotina condominial.

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Ter essas informações organizadas facilita a visualização da situação financeira antes da aprovação de novos investimentos.

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Fundo de reserva pode ser utilizado?

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A utilização do fundo de reserva depende das regras estabelecidas pela convenção e das decisões do condomínio.

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Por isso, antes de direcionar esses recursos para uma obra, é necessário verificar as normas aplicáveis e avaliar quanto permanecerá disponível para outras necessidades.

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Consumir toda a reserva para realizar uma melhoria pode criar outro problema: caso aconteça uma emergência posteriormente, o condomínio poderá não possuir recursos suficientes para lidar com ela.

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O planejamento deve considerar não somente o custo da obra, mas também a situação financeira que permanecerá depois de sua conclusão.

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Quando considerar uma chamada de capital?

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Outra possibilidade é arrecadar recursos diretamente entre os condôminos por meio de uma cobrança extraordinária, observadas as regras aplicáveis ao condomínio e a aprovação necessária.

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Nesse caso, é importante avaliar o impacto da cobrança sobre os moradores.

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Uma obra de R$ 300 mil em um condomínio com 100 unidades, por exemplo, representa, em uma divisão simples e desconsiderando diferenças de fração ideal ou outras regras, R$ 3 mil por unidade.

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Dependendo do perfil financeiro dos moradores, uma cobrança elevada em pouco tempo pode dificultar a arrecadação e até contribuir para o aumento da inadimplência.

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Por isso, diferentes alternativas de financiamento da obra devem ser estudadas antes da decisão.

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Crédito para condomínio é uma alternativa?

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Quando o caixa disponível e a arrecadação extraordinária não são suficientes ou adequados para determinado projeto, o condomínio também pode avaliar soluções de crédito.

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Essa possibilidade pode ser especialmente relevante em obras de maior porte ou intervenções que não podem ser adiadas por muito tempo.

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Nesse cenário, a análise deve considerar taxa de juros, Custo Efetivo Total (CET), prazo, valor das parcelas e impacto da nova obrigação sobre o orçamento mensal.

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Também é importante comparar o custo de financiar a obra com o custo potencial de adiá-la.

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Uma infiltração pequena, por exemplo, pode evoluir e atingir diferentes áreas da estrutura. Uma manutenção preventiva adiada também pode resultar na necessidade de uma intervenção corretiva mais complexa.

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Tecnologia ajuda a acompanhar o orçamento

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O planejamento não termina quando a obra começa.

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Durante a execução, é necessário acompanhar pagamentos, contratos, documentos e possíveis alterações no orçamento inicial.

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Ferramentas de gestão condominial ajudam a centralizar essas informações e aumentam a transparência da administração.

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Com a uCondo, síndicos e administradoras podem utilizar recursos de controle financeiro e relatórios, além de centralizar diferentes atividades relacionadas à administração dos condomínios.

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A prestação de contas também ganha importância quando existe uma obra relevante em andamento. Os moradores precisam entender quanto está sendo gasto e acompanhar a utilização dos recursos aprovados.

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Como evitar que a obra prejudique as finanças do condomínio?

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Uma boa estratégia é pensar nas reformas como parte do planejamento financeiro de longo prazo.

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Em vez de esperar um problema aparecer, a administração pode mapear a vida útil de equipamentos, acompanhar as condições das áreas comuns e criar previsões para manutenções futuras.

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Elevadores, fachadas, sistemas de segurança, portões, telhados e instalações hidráulicas, por exemplo, podem exigir investimentos ao longo dos anos.

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Quando essas despesas são previstas, o condomínio ganha tempo para formar reservas e avaliar alternativas.

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Também é importante acompanhar a inadimplência. Uma obra planejada considerando uma determinada arrecadação pode enfrentar dificuldades se uma parcela significativa das unidades deixar de pagar as taxas.

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Automatizar cobranças e acompanhar esses indicadores contribui para decisões financeiras baseadas em informações mais atualizadas.

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CashMe possui soluções de crédito para condomínios

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Quando uma obra necessária ultrapassa os recursos disponíveis em caixa, buscar uma solução financeira pode fazer parte das alternativas avaliadas pela administração. A CashMe, fintech do Grupo Cyrela, possui uma modalidade de empréstimo para condomínio voltada justamente para esse tipo de necessidade.

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Os recursos podem ser considerados para projetos como reformas, melhorias estruturais e outras demandas do condomínio, evitando a necessidade de concentrar todo o custo da obra em uma arrecadação imediata entre os moradores.

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Antes da contratação, porém, síndicos, conselhos e administradoras devem avaliar as condições oferecidas, o CET, o prazo e o impacto das parcelas nas contas do condomínio, além de observar os procedimentos de aprovação aplicáveis.

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Nesse processo, tecnologia e planejamento financeiro funcionam de maneira complementar. Enquanto plataformas como a uCondo ajudam a organizar cobranças, informações financeiras e prestação de contas, alternativas de crédito como as oferecidas pela CashMe podem entrar na análise quando o condomínio precisa viabilizar investimentos que não comportam adiamento.

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Com organização, transparência e avaliação cuidadosa das opções disponíveis, obras deixam de ser apenas uma despesa inesperada e passam a integrar o planejamento de conservação e valorização do patrimônio.

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